A educação pós-pandemia

Pós pandemia a educação está tendo dificuldades para adaptar as crianças e adolescentes das escolas
crédito de imagem divulgação

Lívia Salgado

Psicopedagoga e

Diretora do CELS

Durante o ano de 2021 a educação precisou se reinventar para conseguir atender de forma hibrida seus alunos. Assim, os professores precisaram se desdobrar para buscar diminuir os impactos vivenciados, tendo que atender duas demandas bem distintas com planejamentos preparados  para  aulas remotas e outro para cadernos de atividades para o aluno resolver.

Do outro lado os alunos, que de forma “solitária”, tentavam acompanhar o processo de ensino e aprendizagem, quando conseguiam assistir as aulas gravadas na tentativa de resolver as atividades propostas. 

Após quase um ano sem frequentarem a escola de forma presencial durante 2020, enfrentando o desafio do ensino on-line, professores e alunos passaram por dificuldades psicológicas e financeiras, apresentando uma enorme desigualdade.

Vivemos em 2022 um período ainda de adaptação para todos, uma vez que muitos não conseguiram acompanhar o desempenho escolar, desnivelando ainda mais a educação em nosso país.

Estamos lidando com adolescentes e jovens com dificuldades de aprendizagem, de concentração e muitos acabaram desenvolvendo ansiedade, síndrome do pânico e depressão. As escolas estão recebendo alunos adoentados, que necessitam de muita atenção e ajuda.

Na creche (crianças de 0 a 3 anos) tivemos um crescimento significativo dos laudos de diferentes patologias. Estamos falando de crianças bem pequenas, que ficaram confinadas sem terem a oportunidade dos direitos básicos da aprendizagem e do desenvolvimento que a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) nos traz.

O conviver ficou apenas com os pais e em sua casa, onde acontecia o brincar e o participar. As crianças tiveram que explorar e expressar-se dentro de um cenário singular, atrasando suas habilidades motoras, sua fala e seu desenvolvimento social.

Algo semelhante também aconteceu com as crianças da educação infantil, sendo muito comum crianças maiores de três anos ainda estarem usando fraldas, tomando mamadeira, usando chupeta e até mesmo com dificuldades de socialização, comunicação e interação com as demais crianças.

Uma realidade que tem desestabilizado o processo e o crescimento da educação básica, pois a comunidade escolar precisa de ajuda para conseguir cobrir essas lacunas que ficaram abertas.

Precisamos ter a consciência de que não há tempo a ser recuperado, pois não podemos trabalhar buscando arrumar o passado. Tivemos um tempo vivido de forma diferente, que precisa ser respeitado, para que possamos planejar o hoje visando um amanhã com o mínimo de sequelas possíveis.

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