Operação de combate a roubo e clonagem de veículos prende três no Sul de SC

A operação Rota Proibida, que investiga o roubo de veículo na Região Metropolitana de Porto Alegre, trazidos para o Sul de Santa Catarina, cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão na manhã desta segunda-feira nos dois estados. Duas pessoas foram presas em Içara e uma em Araranguá, por envolvimento na organização criminosa. Um quarto envolvido, também morador de Içara e que não foi encontrado, é considerado foragido.
Segundo o inspetor da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Ricardo Costa, foi a partir de uma prisão em flagrante por receptação e veículo roubado, em julho deste ano, que as investigações começaram. Uma rota interestadual foi identificada pela polícia, onde veículos roubados na região da grande Porto Alegre eram trazidos para Santa Catarina, principalmente com destino a Içara. O responsável pelas encomendas de veículos está detido na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).
—Identificamos criminosos conhecidos de Içara e região, inclusive presos que estão no presídio de alta segurança no Rio Grande do Sul, eram eles que encomendavam os veículos. Eram trazidos para cá, desmanchados, e com a prisão de alguns elementos a gente conseguiu desmantelar uma verdadeira associação criminosa que era responsável, no mínimo, por 20 carros roubados na Região Metropolitana transportados para cá — detalhou Costa.
Os roubos eram aleatórios, desde carros populares até mais luxuosos, porém os compradores eram sempre os mesmos, que encomendavam para desmanche. Era em Santa Catarina que se dava a destinação final dos veículos, segundo a investigação. Algumas peças também eram colocadas em lojas, dentro de um mercado paralelo, mas na busca a um desses estabelecimentos a polícia não conseguiu identificar as peças roubadas. De 15 a 20 pessoas estão envolvidas no esquema, acreditam os investigadores.
Dono de borracharia é reincidente, afirma Civil
Um dos presos temporariamente na manhã desta segunda-feira é dono de uma borracharia em Içara. Não é a primeira vez que ele se envolve com a venda de peças roubadas, e em 2010 ele foi identificado em uma operação da Polícia Civil que investigava crimes semelhantes. Segundo o delegado Rafael Iasco, também foram apreendidos materiais para a adulteração de veículo automotor, armas e munições. A polícia também levou dezenas de notas em dinheiro venezuelano encontradas em um cofre, para verificar a origem.
— O chefe de dentro do presídio determinava algumas ordens para os indivíduos realizarem roubos na grande Porto Alegre. Esses veículos eram trazidos até Içara e eram levados para alguns locais para serem clonados e desmontados. Foi também identificado que algumas empresas utilizavam essas peças, e até mesmo esquentavam esses carros roubados com peças boas — reforçou Iasco.

 

Fonte: Diário Catarinense

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