RUTE DE JESUS: AS LEIS TRABALHISTA PRECISAVAM DE REFORMA

Por: José Nonato

A Mesa-Redonda do dia 14 de julho deste ano foi abrilhantada pela contadora e palestrante Rute Vieira de Jesus, que falou do panorama atual da política tributária e trabalhista do Brasil.

O quadro do Programa Show da Tarde é formado por pessoas de alto nível e de vários segmentos da sociedade civil. Entre as respostas dada aos demais convidados, destacam: Reforma Trabalhista, Sonegação e constituição de empresas.

Quando perguntada sobre a reforma trabalhista, respondeu que é a favor que o empregado e empregador negocie sem a presença do sindicato. Contudo, com um empregado sem instrução fica difícil a negociação.

A reforma trabalhista, no entendimento da contabilista, era preciso. Pois o que se propõe, hoje oficializado, já existia há tempo. O que muda também é a desnecessidade da intervenção do sindicato nos acordos entre empregado e patrão. “Precisamos sair do paternalismo, CLT é antiga e precisa ser renovada”, justifica.

A palestrante ainda diz que a crise não é só política e econômica, as pessoas devem parar de ficar olhando para quem vai preso ou não. “Devemos parar de pensar em arrumar a economia e partir para a luta”, adverte.

Rute votou no Lula e Dilma nas primeiras eleições, mas não votou nos dois nas segundas. Analisou o governo de ambos.

Quanto a carga tributária, ela aponta que é alta. Todavia, o povo também não faz sua parte. “Sempre tem um jeitinho para ludibriar a receita dos impostos, o governo tem despesa alta com servidores para fiscalizar os infratores”, menciona.

Rute ainda explica sobre a constituição de uma empresa e sua dissolução. É mais difícil fechar uma empresa do que abrir, isso se a documentação não estiver em dia. Mas, caso contrário, fica mais fácil fechar do que abri, pois o governo não facilita, às vezes, a abertura de empresa. “Principalmente o MEI, que alavanca a economia e é verdadeiro guerreiro”, salienta.

 

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*